segunda-feira, 26 de julho de 2010
Suplemento de creatina aliado a exercícios físicos ajuda a controlar a glicose
A segurança do composto também foi comprovada, pois não foram observadas alterações ou sobrecarga das funções renal e hepática nos diabéticos participantes do estudo. Além de ajudar no controle da diabetes, creatina não causa danos ao organismo
A diabetes do tipo 2 é caracterizada pela incapacidade das células absorverem glicose da corrente sanguínea, o que é explicado pela resistência do organismo à ação da insulina. As principais indicações médicas para o controle da doença são a prática de atividades físicas e o uso de hipoglicemiantes orais.
— Ambos ajudam a jogar o açúcar para dentro da célula e a creatina pode ter um papel nessa função também — declara Bruno Gualano, professor do Departamento de Biodinâmica do Movimento Humano da EEFE e autor da pesquisa.
Os estudos constataram que a suplementação de creatina, juntamente com os exercícios físicos, é mais eficiente no tratamento da doença do que os exercícios praticados isoladamente e tão eficiente quanto à metformina — medicamento mais empregado no tratamento de diabetes do tipo 2.
Além disso, Gualano ressalta que a eficácia da creatina foi observada em conjunto às atividades, ou seja, apenas a suplementação de creatina, sem treinamento físico, poderia não resultar em benefícios.
As melhoras observadas se explicam pois a creatina atuou no deslocamento, chamado de translocação, da proteína GLUT-4.
— Ela fica dentro das células. Sua função é se deslocar do interior até a superfície, ‘pegar’ o açúcar que está fora, no sangue, e transferi-lo para dentro da célula — explica Gualano.
Em diabéticos tipo 2 essa função não é realizada em níveis adequados.
— A creatina atuou nesse aspecto, elevando a translocação de GLUT-4 a níveis similares aos observados em pessoas sem a doença — completa.
Proibição
Até o fim de abril suplementos alimentares de creatina tinham sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pois se alegava que os efeitos nocivos à saúde não eram conhecidos. Porém, inúmeras pesquisas científicas já comprovaram que o composto — produzido naturalmente pelo organismo — não é prejudicial à saúde se ingerido com moderação.
As pesquisas da EEFE constataram, mais uma vez, a segurança da creatina. Não houve nenhum tipo de prejuízo à saúde dos pacientes que ingeriram o composto, em doses de cinco gramas por dia, ao longo de três meses.
Uma possível sobrecarga das funções renal e hepática também não foi observada.
— Um terço dos pacientes tinham doença renal crônica e mesmo assim não foram constatados problemas ou alterações. O mesmo vale em relação ao fígado — aponta Gualano, que acrescenta:
— A creatina tem um potencial terapêutico excepcional e pode ser essencial no tratamento de muitas doenças caracterizadas por perdas de força, massa muscular, cognição, massa óssea e sensibilidade à insulina.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Diabetes Mellitus
Quando não tratada devidamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras complicações.
Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para o paciente portador.
Atualmente, a Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas em todo o mundo, o que significa que 6% da população tem diabetes.
Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença crônica.
Chá para Diabetes
ERVA-DE–PASSARINHO – As folhas e flores contra: diabetes, histeria, hemorragias, feridas (lavar), pneumonia, arteriosclerose, asma, afecções da pela, frieiras, úlceras e moléstias uterinas. Remédio para baixar a pressão do sangue. Exerce ação tônica-sedativa sobre o coração e é eficiente na idade crítica, transtornos nervosos das mulheres e mesmo em casos de câncer. Iniciar com dose fraca.
EUCALIPTO – Antiespasmódico. Nevrites, combate as febres, gripes, diabete, bronquite, asma, gangrena pulmonar, males da bexiga, dor das cadeiras, reumatismo em fricções. Mascar suas folhas alivia a dor e inflamação da garganta. É anti-séptica.
IPÊ-ROXO, IPÊ-AMARELO, PAU-D’ARCO – É adstringente; o cozimento das cascas combate estomatites, nevralgias, sífilis, cancro, câncer, úlceras, reumatismo, diabetes (contêm insulina), pedras vesicais, inchações dos pés dos pés, elimina toxinas, aumenta os glóbulos vermelhos e tem ação sobre as células que crescem desordenadamente, evita a formação de tumores, doenças de pele, impigens; famoso depurativo do sangue.
PICÃO, AMOR-DE-MULHER, PICO-PICO – Usado contra reumatismo, afecções da bexiga, pedras na vesícula ou nos rins, dor de barriga, má digestão, desobstruente do fígado, febres, ingurgitamento das glândulas mamárias; toda planta recomendada contra a icterícia (amarelão), bronquite, asma; o suco das folhas é usado para curar feridas e em gargarejos, contra as amígdalas. Ótimo remédio contra o diabete. O picão-branco tem as mesmas propriedades.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Estudo associa consumo de refrigerantes à diabetes na gravidez
As gestantes que, neste final de ano, beberam refrigerantes à base de cola por causa da restrição ao álcool motivada pela gravidez podem não ter feito uma boa escolha para sua saúde. Um novo estudo da Universidade do Estado da Louisiana, nos EUA, indica que o consumo excessivo dessas bebidas durante a gravidez pode aumentar o risco de diabetes gestacional.
Avaliando dados de 13,5 mil mulheres que tiveram pelo menos uma gestação no período entre 1992 e 2001, os pesquisadores notaram que aquelas que consumiam cinco ou mais porções de bebidas açucaradas à base de cola tinham 22% mais chances de desenvolver o diabetes durante a gravidez do que aquelas que bebiam menos de uma porção por mês. E esses resultados – que não foram os mesmos para outras bebidas açucaradas ou para versões dietéticas das bebidas de cola – se dariam independentemente de obesidade, níveis de atividades físicas, dieta e outros fatores de risco para o diabetes.
“As exigências que a gravidez coloca sobre o metabolismo da mulher pode ‘desmascarar’ uma tendência a desenvolver diabetes e condições similares”, explicaram os autores. “Beber refrigerantes de cola poderia contribuir para essa tendência ao ter uma dieta cheia de açúcar, que por si só pode ser prejudicial para as células beta produtoras de insulina no pâncreas”, acrescentaram. Por isso, se as gestantes tiverem os famosos “desejos”, os pesquisadores recomendam recorrer ao consumo moderado de bebidas diet