quinta-feira, 6 de março de 2008

Dúvidas sobre gravidez de paciente diabética


É certo que a gravidez da paciente diabética pode apresentar complicações que normalmente não ocorrem na mulher sem diabetes. Porém isso não significa que o problema irá acontecer. Há várias formas de prevenção e a futura mãe tem um papel decisivo nessa fase. Para ter um bebê saudável, basta que ela aprenda a controlar a sua gravidez.
Seguindo as recomendações da equipe de especialistas que vai acompanhá-la, a gestante terá todas as chances de não enfrentar qualquer contratempo. Essas recomendações giram sempre em torno do controle da glicemia e da programação da chegada do filho, que se inicia da seguinte forma: ao decidir engravidar, a paciente deve procurar seu médico para receber a orientação mais adequada.

Ele dirá o que fazer e pedirá os exames necessários. É sempre bom começar o controle alguns meses antes de engravidar. Assim, pode-se pesquisar a existência de complicações, como retinopatia e nefropatia, que teriam que ser tratadas durante a gestação.
A endocrinologista Ingeborg Christa Laun, especialista no assunto, explica a importância da programação da gravidez: "Todas as malformações que acontecem nos filhos de mães diabéticas afetam órgãos que se formam nas oito primeiras semanas de vida intra-uterina. Ou seja, quando a mulher às vezes nem sabe que está grávida. É importante programar a gravidez para que a paciente esteja muito bem controlada, pelo menos nos seis meses anteriores".

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Insulina Injetável

A insulina foi descoberta no inicio do século XX e representou um marco na história da medicina por ser uma alternativa para uma doença que praticamente não existia tratamento. A insulina só pode ser administrada por injeção, porque ela é destruída no estômago se administrada oralmente.Embora a insulina administrada subcutaneamente seja tão boa quanto a insulina produzida pelo pâncreas, ela é mais difícil de ser regulada.

O pâncreas normal sente o aumento da glicose no sangue depois de uma refeição e, imediatamente, ajusta o suprimento de insulina. A insulina injetada, porém, é absorvida pelo sangue independente das quantidades de glicose presentes.

Insulina NPH: É uma insulina de ação basal. Começa a agir horas após a aplicação e tem pico de ação em cerca de 8 a 10 horas após sua aplicação. É usada para controlar a glicemia nos períodos em que não estamos nos alimentando (basal).

Insulina Regular: É uma insulina de ação rápida, que age controlando a glicemia pós-prandial. Como tem um pico de ação um pouco retardado, deve ser injetado, no mínimo, meia hora antes das refeições. Seu pico de ação ocorre, aproximadamente 3 horas após sua aplicação.

Insulina Asparte: É um análogo da insulina que tem ação ultra-rápida, com inicio de ação e pico de concentração rápida, cerca de 1 hora após a aplicação. Portanto pode ser aplicada imediatamente antes ou imediatamente após as refeições. Insulina Bifásica: Trata-se de uma insulina que tem dois componentes em sua formula: um de ação intermediário N (70%) do total e outro de ação ultra-rápida (30% restante). Portanto quando se aplicam, por exemplo 10 UI dessa insulina, na verdade estão sendo administradas 7UI de insulina N e 3UI de insulina Asparte. Traz, portanto maior conveniência, pois não é necessário que se prepare a mistura antes da administração.

Insulina Detemir: Detemir é uma insulina de longa duração, com mecanismo de ação para reduzir os níveis de glicose no sangue com mais previsibilidade que as demais insulinas basais. Dicas e Cuidados com a Insulina

• Nunca exponha a insulina ao sol e evite o calor excessivo;• Não agite violentamente o frasco da insulina;

• Manter em geladeira de uso domestico, acima das gavetas dos vegetais numa temperatura entre 2º e 8ºC;

• Evite colocar a insulina na porta, onde há uma maior variação de temperatura;

• Não congele a insulina e nunca guarde e transporte junto com gelo seco;

• Após a abertura do frasco ou refil poderá permanecer fora da geladeira em temperatura ambiente, de preferência dentro da sua própria caixa;

• Nunca utilize insulina com data de validade vencida; ou se apresentar alteração na cor ou aspecto turvo;

• Caso a insulina esteja na geladeira, retira-la de 10 a 15 minutos antes de iniciar sua utilização.

Fontes: Viver bem com diabetes e Convivendo com o Diabetes da Novo Care, Manual de diabetes Orientações para pacientes do Hospital Albert Einsteins e Convivendo com o diabetes da Roche Diagnostica.

Taxa menor de açúcar não reduz dano de diabete

Mesmo com índice perto do normal, paciente com tipo 2 da doença tem mais chance de desenvolver problema cardíaco, segundo estudo, que foi suspenso Nova York Durante décadas, os pesquisadores acreditaram que, se pessoas com diabete baixassem o teor de açúcar de seu sangue a níveis normais, elas não teriam alto risco de morrer de doenças cardíacas. Mas um grande estudo realizado nos Estados Unidos com mais de 10 mil pessoas com idade média de 62 anos e diabete tipo 2 revelou que a redução do teor de açúcar no sangue na verdade aumenta o risco de morte, conforme relataram os pesquisadores.Eles anunciaram anteontem a paralisação abrupta de parte do estudo, cujos resultados surpreendentes colocam em questão a maneira como a doença, que afeta 21 milhões de americanos, deve ser tratada.
Os pesquisadores enfatizaram que os pacientes ainda devem consultar seus médicos antes de mudar sua medicação.Entre os participantes do estudo - que foram aleatoriamente designados a baixar seu teor de açúcar a níveis quase normais - houve 54 mais mortes que no grupo cujos níveis foram controlados com menos rigidez. Os pacientes participavam do estudo havia em média quatro anos quando os pesquisadores interromperam a redução intensiva do teor de açúcar no sangue e os colocaram no regime menos intenso.Os resultados não significam que o açúcar no sangue não seja importante. A redução do nível de açúcar pode proteger contra doenças renais, cegueira e amputação. Mas as descobertas injetam um elemento de incerteza no que tem sido o dogma - quanto mais baixo o teor de açúcar no sangue, melhor, e que reduzir os níveis do açúcar ao normal salva vidas.Especialistas ficaram estarrecidos. "É confuso e perturbador que isso tenha acontecido", disse James Dove, presidente do American College of Cardiology. "Durante 50 anos, falamos em manter o teor de açúcar no sangue muito baixo. Tudo na literatura sugere que essa é a coisa certa a fazer." Irl Hirsch, pesquisador da Universidade de Washington, disse que os resultados do estudo seriam difíceis de explicar a alguns pacientes que passaram anos fazendo esforços, via dieta e medicação, para reduzir e manter baixo o teor de açúcar no sangue. "Eles não vão querer relaxar sua vigilância", disse. Ele acrescentou que organizações como a American Diabetes Association e a American Association of Clinical Endocrinologists ficaram perplexas. Suas diretrizes estipulam metas de taxas de açúcar no sangue as mais próximas do normal possíveis.E algumas companhias de seguro pagam um extra a médicos se os seus pacientes de diabete baixarem ao máximo seus níveis. A hipótese do baixo teor de açúcar no sangue estava tão enraizada que, quando o National Heart, Lung and Blood Institute e o National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases propuseram o estudo, nos anos 1990, eles explicaram que seria ético.Apesar de a maioria das pessoas supor que taxas de açúcar no sangue mais baixas eram melhores, ninguém havia testado. Assim, o estudo perguntava se níveis de açúcar muito baixos em pessoas com diabete tipo 2 - a forma que afeta 95% desses pacientes - protegeriam contra doenças cardíacas. Alguns disseram que o estudo, embora ético, seria impossível. Duvidavam que participantes conseguiriam os níveis baixos.Os participantes tinham idade média de 62 anos e eram diabéticos havia cerca de dez anos. Eles também tinham doenças cardíacas ou outras condições, como colesterol alto e hipertensão, que os colocavam em risco adicional. O estudo testou três tipos de tratamento simultaneamente. Controle de taxa de açúcar intenso ou menos intenso; controle de colesterol intenso ou menos intenso; e controle de pressão sanguínea intenso ou menos intenso. A parte sobre colesterol e pressão prossegue.

Fonte: THE NEW YORK TIMES

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Variação da pressão arterial durante o dia em crianças obesas

A pressão arterial normalmente varia ao longo do dia e isso é uma situação normal do nosso organismo. Por exemplo, ao dormirmos, em geral, a pressão diminui alguns milímetros quando mensurada. Já ao estarmos acordados, ela se eleva, principalmente em virtude da maior liberação de hormônios e estímulos.
Mas, será que essa variação ocorre em todos os indivíduos? De acordo com um artigo publicado pelo Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases, a resposta é não, pelo menos quando se compara crianças obesas sedentárias e não sedentárias.
Os investigadores propuseram a avaliação da pressão arterial de crianças obesas que realizam ou não atividade física e analisaram as variações durante o dia, de forma a se estipular os riscos ao coração.
Observou-se que, em geral, as crianças obesas não têm uma variação normal da pressão arterial. Entretanto, quando nenhuma atividade física é realizada, os níveis pressóricos se tornam elevados e, essa pressão alta prejudica ainda mais o sistema cardiovascular. Diante disso, os pesquisadores sugerem que todas as crianças obesas sejam incentivadas a realizar um exercício físico, de maneira a permitir uma melhor adaptação do organismo às necessidades de variação de pressão ao longo do dia e reduzir os riscos de desenvolver doenças do coração.
Fonte: Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases; PMID: 18063354 [PubMed - as supplied by publisher] (December 2007)