quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sintoma Diabetes, todos os sintomas e sinais

A diabetes caracteriza-se essencialmente pelos níveis elevados deglicose no sangue, (hiperglicemia), e é classificada em vários tipos, sendo o tipo 1 também denominado como diabetes mellitus dependente de insulina (IDDM), mais frequente em crianças e adolescentes, embora possa ocorrer em adultos.

É uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas pelas células do sistema imune, sujeitando os pacientes às injecções de insulina exógena para sobreviverem.

O tipo mais comum é a diabetes tipo 2, que está directamente relacionado a obesidade e atinge principalmente a faixa etária acima dos 40 anos. Existem ainda a diabetes gestacional (diabetes durante a gravidez) e a mais invulgar, diabetes insípidos.

Os sintomas mais comuns costumam ser: sede, fome intensa, emagrecimento e secreção excessiva de urina.

Pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:

Muita sede;

Vontade de urinar diversas vezes;

Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);

Fome exagerada;

Visão embaçada;

Infecções repetidas na pele ou mucosas;

Machucados que demoram a cicatrizar;

Fadiga (cansaço inexplicável);

Dores nas pernas por causa da má circulação.

Em alguns casos não há sintomas. Isto ocorre com maior freqüência no diabetes tipo 2. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para descobrir a doença. Os sintomas muitas vezes são vagos, como formigamento nas mãos e pés. Portanto, é importante pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais de 40 anos de idade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

CONHEÇA A POLÍTICA DE ATENÇÃO AO DIABETES NO SUS

O diabetes representa hoje no mundo um altíssimo índice de morte e incidência da doença, além de ter alto custo social e financeiro para a sociedade e os sistemas de saúde. O reconhecimento desse impacto crescente vem determinando a necessidade dos serviços públicos de saúde se estruturarem adequada e criativamente para conseguir enfrentar o problema com eficácia e eficiência. 

O Ministério da Saúde brasileiro vêm implementando diversas estratégias de saúde pública, economicamente eficazes, para prevenir o diabetes e suas complicações, por meio do cuidado integral a esse agravo de forma resolutiva e com qualidade. 

O Sistema Único de Saúde (SUS) possui um conjunto de ações de promoção de saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, capacitação de profissionais, vigilância e assistência farmacêutica, além de pesquisas voltadas para o cuidado ao diabetes. São ações pactuadas, financiadas e executadas pelos gestores dos três níveis de governo: federal, estadual e municipal. As ações de assistência são, na maioria, executadas nos municípios, sobretudo por meio da rede básica de Saúde. 

A ênfase na rede básica se dá através de protocolos clínicos, capacitação de profissionais de saúde, assistência farmacêutica com fornecimento gratuito dos medicamentos essenciais, incluindo as insulinas NPH e Regular e também pelo fornecimento de insumos para auto-monitoramento da glicemia capilar (lancetas e seringas para aplicação de insulina). É importante destacar a ampliação do acesso aos serviços de saúde dos portadores de diabetes por meio das equipes da Estratégia Saúde da Família. 
O SIS-Hiperdia, programa informatizado de cadastro e acompanhamento de portadores de Diabetes e Hipertensão na rede básica de saúde, aponta cerca de 1.900.000 portadores cadastrados e acompanhados na rede básica do SUS.
 

domingo, 18 de janeiro de 2009

Conheça o papel da hemoglobina glicada

Também chamada hemoglobina glicosilada ou glico-hemoglobina, ela é conhecida ainda como HbA1c e, mais recentemente, apenas como A1c. Embora seja utilizada desde 1958 como uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos, a dosagem da A1c passou a ser cada vez mais empregada e aceita pela comunidade científica após 1993, depois de ter sido validada pelos dois estudos clínicos mais importantes sobre a avaliação do impacto do controle glicêmico sobre as complicações crônicas do diabetes: os estudos Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) e o United Kingdom Prospective Diabetes Study (UKPDS). Hoje, a manutenção do nível de A1c abaixo de 7% é considerada como uma das principais metas no controle do diabetes. Esses dois estudos indicaram que as complicações crônicas começam a se desenvolver quando os níveis de A1c estão situados permanentemente acima de 7%.

domingo, 30 de novembro de 2008

O cuidado com os dentes na diabetes

É comuns nos preocuparmos mais com inflamações e infecções no corpo, e deixarmos a boca em segundo ou terceiro plano. No entanto, é importante destacar que a boca necessita de tanta atenção quanto o resto do organismo. O Dr. Luiz Eduardo Calliari, coordenador do Serviço de Endocrinologia Pediátrica do Hospital São Luiz, explica que quem tem diabetes possui maior risco de desenvolver a doença periodontal (gengivite e periodontite), principalmente pelo aumento da descompensação glicêmica, o que facilita o aparecimento de alterações bucais. A mais freqüente é a gengivite, uma inflamação que acomete a região em torno do dente, podendo em alguns indivíduos levar a processos infecciosos com perda óssea (periodontite) e ocorrer halitose, dor, mobilidade dental e, em casos graves, perda dental.

A Dra. Dóris Rocha Ruiz, professora do Curso de Atualização em Odontopediatria da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia, da Universidade de São Paulo (FUNDECTO/USP), destaca que no paciente com diabetes mal controlado poderá ocorrer alterações na cavidade oral. Indivíduos mal controlados podem se queixar de diminuição do fluxo salivar, queimação na boca ou língua, podendo haver a manifestação de infecções oportunistas como a Candidíase. “Há evidência científica que existe uma relação entre o diabetes mal controlado e a periodontite. A manifestação e a progressão da periodontite estão relacionadas com a idade, tempo do diabetes, controle glicêmico, suscetibilidade à periodontite e hábitos deletérios, como o fumo. Estes fatores serão agravados quando associados à má higiene oral”, ressalta.

Entretanto, ao procurar um dentista é necessário observar algumas regras importantes: relatar sua condição de saúde, hábitos e medicamentos utilizados, além de ficar o mais tranqüilo possível. “O histórico médico é necessário para o correto planejamento e tratamento odontológico. Na consulta, deve-se avaliar a glicemia capilar, pressão arterial e freqüência cardíaca do paciente. O controle do diabetes favorece o atendimento e o sucesso do tratamento”, afirma a especialista.

O Dr. Calliari orienta, no entanto, evitar procedimentos cirúrgicos no caso de elevação da glicemia, pelo risco de sangramentos e infecções, e pela demora na cicatrização gengival.

Cuidados Extras

Logo que o diabetes for diagnosticado, o paciente deve inserir a odontologia como rotina no tratamento transdisciplinar. Hábitos saudáveis de alimentação e higiene oral, com o uso adequado do fio e escova dental, são as medidas caseiras fundamentais para se manter a saúde oral. “O fato de ter diabetes não significa ter a doença periodontal. Se forem realizadas as medidas preventivas (caseiras e profissionais), não haverá a doença”, afirma a Dra. Dóris.
Segundo a especialista, caso haja a doença periodontal, esta poderá ser mais severa nos pacientes com diabetes mal controlado, devido às alterações das respostas imunológicas frente à infecção. “A resistência à insulina pode desenvolver-se em resposta à infecção bacteriana crônica observada na periodontite, piorando o quadro metabólico do paciente com diabetes”, ressalta.

A Dra. Dóris destaca a importância do atendimento odontológico preventivo em bebês e crianças com diabetes para evitar as complicações orais que poderão ter sua manifestação na fase de adolescente e na vida adulta.

Gestantes com diabetes também devem receber o pré-natal odontológico com atenção especial à sua gengiva. Em pesquisa recente realizada pela Dra. Dóris no Centro de Diabetes da Unifesp, foi encontrada maior prevalência e severidade da doença periodontal em grávidas com diabetes gestacional e diabetes tipo 1 quando comparadas com as gestantes normais.

A nutrição pós-tratamento deve receber atenção. “Cuidado com hipoglicemias durante a consulta ou após procedimentos que impeçam a alimentação. Se for passar muito tempo em jejum após a consulta, considere reduzir a dose de insulina ou de medicação oral para evitar hipoglicemias”, destaca o Dr. Calliari, explicando que normalmente não há perigos de interação medicamentosa, mas alguns tipos de anestesia odontológica contêm vaso constritores, substâncias que podem elevar a glicemia e também interferir na pressão arterial.

“A anestesia local é indicada, o dentista escolherá criteriosamente o tipo de anestésico de acordo com o estado de saúde geral e medicamentos em uso. Por isso, há necessidade de o profissional conhecer o histórico médico do paciente criteriosamente”, diz a Dra. Dóris.

Fique Atento

 

Controle o seu diabetes. Informe ao dentista sobre seus índices glicêmicos e marque uma consulta com seu médico antes do início do tratamento para avaliação da sua condição de saúde;

Em caso de cirurgia, poderá haver mudança na dieta e dosagem de insulina;

Talvez seja uma opção adiar procedimentos não-emergenciais, caso sua dosagem de glicemia esteja com valores muito elevados. Mas lembre-se: discuta com seu dentista sobre as possibilidades e conseqüências dessa decisão;

Faça consultas e reavaliações periódicas, preferencialmente a cada três meses, com seu dentista.

Esse espaço foi feito com muito carinho para te receber !

Sucesso !

Edú Machado
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